Eu queria escrever sobre esse tema e mesmo tendo tanto material vasto para isso, confesso que me perdi sobre o assunto. Recorri a um dicionário para buscar o significado do vocábulo "verdade" e eis o que encontrei (fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa):
verdade
(latim veritas, -atis, verdade, sinceridade, realidade)
s. f.
1. Conformidade da ideia com o objeto, do dito com o feito, do discurso com a realidade. ≠ ERRO, ILUSÃO, MENTIRA
2. Qualidade do que é verdadeiro. = EXATIDÃO = , REALIDADE
3. Coisa certa e verdadeira. ≠ ILUSÃO, MENTIRA
4. [Por extensão] Manifestação ou expressão do que se pensa ou do que se sente. = AUTENTICIDADE, BOA-FÉ, SINCERIDADE ≠ MENTIRA
5. Princípio certo. = AXIOMA
6. [Belas-Artes] Expressão fiel da natureza, de um modelo, etc.
meia verdade: afirmação que não é falsa, mas em que se oculta alguma informação.
Então me ocorreu que a verdade não é absoluta. A verdade é relativa porque depende da percepção pessoal de cada um, seu histórico de vida, experiências, crenças e fé. Sendo assim, jamais poderíamos admitir a verdade absoluta como única premissa para uma discussão uma vez que cada um tem a sua própria verdade dentro de si.
Mas alguns fatos são óbvios demais ao senso comum, portanto, são situações onde não podemos permitir que alguém tome para si a autoridade sobre determinada verdade. Mas, infelizmente, algumas pessoas não pensam dessa forma e tentam impor às pessoas os valores nos quais acredita, fazendo juízo de valor e atribuindo rótulos e especulações aos fatos. E quando isso ocorre, adicione ingredientes de uma cegueira abundante, prepotência e arrogância.
Eu não detenho a verdade. Tenho minha verdade pessoal formada através de valores, observações e um conjunto de ética e moral moldados ao longo da minha vida. Dentro desta bagagem não cabe a mentira.
No decorrer da minha vida colecionei desafetos e inimigos como qualquer outra pessoa mas talvez isso tenha sido potencializado em decorrência da minha sinceridade exarcebada e da falta de filtro moral que faça com que eu pense não 100, mas 1.000 vezes antes de proferir uma opinião pessoal. Apesar destes entraves pessoais entre pessoas, não considero que eu tenha tido razão em todas as discussões e debates. Mas especialmente estes dias, acabei tomando as dores de alguns fatos que nem me diziam respeito, mas o senso de justiça falou mais alto e acabei emitindo minha opinião pessoal.
Uma coisa que não admito é que as pessoas se coloquem em posição de insinuar algo de modo a prejudicar a imagem de outra pessoa e foi isso que ocorreu. Algumas pessoas tem o péssimo hábito de vasculhar a vida dos outros e basear toda uma análise sobre estes baseadas em uma única informação. É como eu postar que queria abraçar e beijar uma amiga no sentido "amigo" e carinhoso da coisa e alguém tomar essa informação para afirmar que eu seria lésbica. E nem precisa dizer que eu sou lésbica, basta insinuar que lésbicas costumam abraçar e beijas outras meninas, jogar a interpretação no ar e deixá-la a cargo de quem a lê e depois sair correndo, se isentar de quaisquer responsabilidades e dizer "não fui eu, eu não disse nada" e depois afirmar que o erro está naquele que lê ou ouve por ter dificuldades em interpretação.
E acreditem, essa têm sido a tática de muitas pessoas...
E se alguém for lá dizer para que tal pessoa "não faça isso porque você e outras pessoas estão interpretando tal afirmação de tal forma", o "acusador" coloca-se no papel de vítima ingênua que está sendo perseguida por um grupo de pessoas que, gratuitamente, está intencionando prejudicá-lo, porque na sua mediocridade ele nada fez, está sendo acusado injustamente por um motivo que nem ele mesmo sabe jsutificar. Ou seja, tática baixa de inversão de valores e culpas. E não adianta que dezenas de pessoas tentarem convencer a criatura de que ela está equivocada quanto à sua leitura e interpretação dos fatos porque ela usará o mesmo discurso batido.
Loucura? Premeditação? Ingenuidade?
Eu tenho opiniões formadas em diversas situações, não todas, porque leio e pesquiso bastante sobre diversos assuntos, mas isso não quer dizer que a minha opinião esteja correta e seja a verdade absoluta. A partir do momento em que um grupo de pessoas começa a me alertar sobre meu comportamento, minha atitude e sobre coisas que eu diga ou escreva e esse número seja maior do que o número de pessoas que concordam comigo, ao menos eu tenho a obrigação em rever meus conceitos e minha postura. Talvez minha opinião tenha sido formada com base num grande equívoco. E não há vergonha nenhuma em assumir o erro, o equívoco.
Mas ter uma postura humilde demanda tocar naquele aspecto inatingível e sagrado: o ego, o orgulho. E mudar de opinião requer coragem, requer força, requer dignidade. Pense nisso.
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